Como esta é uma continuação, vocês podem querer dar uma olhada na primeira parte.
A Dama Cinza
Parte 02: Passos acompanhantes
Mesmo sabendo como seria o final da caminhada, a Dama Cinza levantou-se e colocou-se a andar. Atravessou o jardim vazio, por onde espalhavam-se velhos sonhos, que apenas olhavam-na, mudos. Olhares doces, sorrisos sinceros, amores, felicidades, e todo tipo de flores delicadas que apareciam no meio da noite e sumiam aos primeiros raios de sol. Estavam no lugar que lhes cabia, espalhados, à vontade para crescerem como ervas selvagens, mas nunca seriam cultivados. "Plantas que não dão frutos", pensou a mulher.
Continuou andando, até passar o jardim. O caminho era pavimentado de pedras, e tão velho conhecido que ela poderia passar por ali de olhos fechados sem hesitar. E tão certo quanto haveria cada pedra ali, havia a sombra que seguia-lhe os passos, lado a lado, como um espelho.
- Ah, você voltou. - a voz vinda do vulto era sempre afável.
- Isso é certo como os ciclos da lua.
- Então venha comigo. Deixe esse caminho seguro e monótono e siga-me. Viveremos o amor, andaremos às cegas, pularemos do precipício.
- Se eu começasse a te seguir, você fugiria de mim como fez todas as outras vezes. Você é a promessa mais vazia de todas.
O vulto calou-se, afastou-se um pouco. Continuava a segui-la, como um reflexo nas sombras. A mulher sabia que conviveria com aquela sombra para sempre, e isso também não importava mais. O tempo, aquele velho inimigo invencível em outras ocasiões, ensinara-lhe a ser forte e suportar as coisas que não podia evitar. E eram tantas...
2 sussurros do além:
26 de janeiro de 2009 às 01:49
Olá.
Indiquei você para dois selos. Passe lá no meu blog para pegá-los.
Abraços.
http://marmotatomica.blogspot.com
31 de janeiro de 2009 às 00:03
Quantos anos esperaremos pela parte 3? =P
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