quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dia do Leitor

Feliz Dia do Leitor. Tome vergonha na cara e leia.



O ex-mágico da Taberna Minhota

Murilo Rubião


Inclina, Senhor, o teu ouvido, e ouve-me;
porque eu sou desvalido e pobre.
(Salmos. LXXXV, I)


Hoje sou funcionário público e este não é o meu desconsolo maior.

Na verdade, eu não estava preparado para o sofrimento. Todo homem, ao atingir certa idade, pode perfeitamente enfrentar a avalanche do tédio e da amargura, pois desde a meninice acostumou-se às vicissitudes, através de um processo lento e gradativo de dissabores.

Tal não aconteceu comigo. Fui atirado à vida sem pais, infância ou juventude.

Um dia dei com os meus cabelos ligeiramente grisalhos, no espelho da Taberna Minhota. A descoberta não me espantou e tampouco me surpreendi ao retirar do bolso o dono do restaurante. Ele sim, perplexo, me perguntou como podia ter feito aquilo.

O que poderia responder, nessa situação, uma pessoa que não encontrava a menor explicação para sua presença no mundo? Disse-lhe que estava cansado. Nascera cansado e entediado.

Sem meditar na resposta, ou fazer outras perguntas, ofereceu-me emprego e passei daquele momento em diante a divertir a freguesia da casa com os meus passes mágicos.

O homem, entretanto, não gostou da minha prática de oferecer aos espectadores almoços gratuitos, que eu extraía misteriosamente de dentro do paletó. Considerando não ser dos melhores negócios aumentar o número de fregueses sem o conseqüente acréscimo nos lucros, apresentou-me ao empresário do Circo-Parque Andaluz, que, posto a par das minhas habilidades, propôs contratar-me. Antes, porém, aconselhou-o que se prevenisse contra os meus truques, pois ninguém estranharia se me ocorresse a idéia de distribuir ingressos graciosos para os espetáculos.

Contrariando as previsões pessimistas do primeiro patrão, o meu comportamento foi exemplar. As minhas apresentações em público não só empolgaram multidões como deram fabulosos lucros aos donos da companhia.

A platéia, em geral, me recebia com frieza, talvez por não me exibir de casaca e cartola. Mas quando, sem querer, começava a extrair do chapéu coelhos, cobras, lagartos, os assistentes vibravam. Sobretudo no último número, em que eu fazia surgir, por entre os dedos, um jacaré. Em seguida, comprimindo o animal pelas extremidades, transformava-o numa sanfona. E encerrava o espetáculo tocando o Hino Nacional da Cochinchina. Os aplausos estrugiam de todos os lados, sob o meu olhar distante.

O gerente do circo, a me espreitar de longe, danava-se com a minha indiferença pelas palmas da assistência. Notadamente se elas partiam das criancinhas que me iam aplaudir nas matinês de domingo. Por que me emocionar, se não me causavam pena aqueles rostos inocentes, destinados a passar pelos sofrimentos que acompanham o amadurecimento do homem? Muito menos me ocorria odiá-las por terem tudo que ambicionei e não tive: um nascimento e um passado.

Com o crescimento da popularidade a minha vida tornou-se insuportável.

Às vezes, sentado em algum café, a olhar cismativamente o povo desfilando na calçada, arrancava do bolso pombos, gaivotas, maritacas. As pessoas que se encontravam nas imediações, julgando intencional o meu gesto, rompiam em estridentes gargalhadas. Eu olhava melancólico para o chão e resmungava contra o mundo e os pássaros.

Se, distraído, abria as mãos, delas escorregavam esquisitos objetos. A ponto de me surpreender, certa vez, puxando da manga da camisa uma figura, depois outra. Por fim, estava rodeado de figuras estranhas, sem saber que destino lhes dar.

Nada fazia. Olhava para os lados e implorava com os olhos por um socorro que não poderia vir de parte alguma.

Situação cruciante.

Quase sempre, ao tirar o lenço para assoar o nariz, provocava o assombro dos que estavam próximos, sacando um lençol do bolso. Se mexia na gola do paletó, logo aparecia um urubu. Em outras ocasiões, indo amarrar o cordão do sapato, das minhas calças deslizavam cobras. Mulheres e crianças gritavam. Vinham guardas, ajuntavam-se curiosos, um escândalo. Tinha de comparecer à delegacia e ouvir pacientemente da autoridade policial ser proibido soltar serpentes nas vias públicas.


Não protestava. Tímido e humilde mencionava a minha condição de mágico, reafirmando o propósito de não molestar ninguém.

Também, à noite, em meio a um sono tranqüilo, costumava acordar sobressaltado: era um pássaro ruidoso que batera as asas ao sair do meu ouvido.

Numa dessas vezes, irritado, disposto a nunca mais fazer mágicas, mutilei as mãos. Não adiantou. Ao primeiro movimento que fiz, elas reapareceram novas e perfeitas nas pontas dos tocos de braço. Acontecimento de desesperar qualquer pessoa, principalmente um mágico enfastiado do ofício.


Urgia encontrar solução para o meu desespero. Pensando bem, concluí que somente a morte poria termo ao meu desconsolo.

Firme no propósito, tirei dos bolsos uma dúzia de leões e, cruzando os braços, aguardei o momento em que seria devorado por eles. Nenhum mal me fizeram. Rodearam-me, farejaram minhas roupas, olharam a paisagem, e se foram.

Na manhã seguinte regressaram e se puseram, acintosos, diante de mim.

— O que desejam, estúpidos animais?! — gritei, indignado.

Sacudiram com tristeza as jubas e imploraram-me que os fizesse desaparecer:

— Este mundo é tremendamente tedioso — concluíram.

Não consegui refrear a raiva. Matei-os todos e me pus a devorá-los. Esperava morrer, vítima de fatal indigestão.

Sofrimento dos sofrimentos! Tive imensa dor de barriga e continuei a viver.

O fracasso da tentativa multiplicou minha frustração. Afastei-me da zona urbana e busquei a serra. Ao alcançar seu ponto mais alto, que dominava escuro abismo, abandonei o corpo ao espaço.

Senti apenas uma leve sensação da vizinhança da morte: logo me vi amparado por um pára-quedas. Com dificuldade, machucando-me nas pedras, sujo e estropiado, consegui regressar à cidade, onde a minha primeira providência foi adquirir uma pistola.

Em casa, estendido na cama, levei a arma ao ouvido. Puxei o gatilho, à espera do estampido, a dor da bala penetrando na minha cabeça.

Não veio o disparo nem a morte: a máuser se transformara num lápis.

Rolei até o chão, soluçando. Eu, que podia criar outros seres, não encontrava meios de libertar-me da existência.


Uma frase que escutara por acaso, na rua, trouxe-me nova esperança de romper em definitivo com a vida. Ouvira de um homem triste que ser funcionário público era suicidar-se aos poucos.

Não me encontrava em condições de determinar qual a forma de suicídio que melhor me convinha: se lenta ou rápida. Por isso empreguei-me numa Secretaria de Estado.


1930, ano amargo. Foi mais longo que os posteriores à primeira manifestação que tive da minha existência, ante o espelho da Taberna Minhota.

Não morri, conforme esperava. Maiores foram as minhas aflições, maior o meu desconsolo.

Quando era mágico, pouco lidava com os homens -o palco me distanciava deles. Agora, obrigado a constante contato com meus semelhantes, necessitava compreendê-los, disfarçar a náusea que me causavam.

O pior é que, sendo diminuto meu serviço, via -me na contingência de permanecer à toa horas a fio. E o ócio levou -me à revolta contra a falta de um passado. Por que somente eu, entre todos os que viviam sob os meus olhos, não tinha alguma coisa para recordar? Os meus dias flutuavam confusos, mesclados com pobres recordações, pequeno saldo de três anos de vida.

O amor que me veio por uma funcionária, vizinha de mesa de trabalho, distraiu-me um pouco das minhas inquietações.

Distração momentânea. Cedo retornou o desassossego, debatia-me em incertezas. Como me declarar à minha colega? Se nunca fizera uma declaração de amor e não tivera sequer uma experiência sentimental!

1931 entrou triste, com ameaças de demissões coletivas na Secretaria e a recusa da datilógrafa em me aceitar. Ante o risco de ser demitido, procurei acautelar meus interesses. (Não me importava o emprego. Somente temia ficar longe da mulher que me rejeitara, mas cuja presença me era agora indispensável.)

Fui ao chefe da seção e lhe declarei que não podia ser dispensado, pois, tendo dez anos de casa, adquirira estabilidade no cargo.

Fitou-me por algum tempo em silêncio. Depois, fechando a cara, disse que estava atônito com meu cinismo. Jamais poderia esperar de alguém, com um ano de trabalho, ter a ousadia de afirmar que tinha dez.

Para lhe provar não ser leviana a minha atitude, procurei nos bolsos os documentos que comprovavam a lisura do meu procedimento. Estupefato, deles retirei apenas um papel amarrotado — fragmento de um poema inspirado nos seios da datilógrafa.

Revolvi, ansioso, todos os bolsos e nada encontrei.

Tive que confessar minha derrota. Confiara demais na faculdade de fazer mágicas e ela fora anulada pela burocracia.

Hoje, sem os antigos e miraculosos dons de mago, não consigo abandonar a pior das ocupações humanas. Falta-me o amor da companheira de trabalho, a presença de amigos, o que me obriga a andar por lugares solitários. Sou visto muitas vezes procurando retirar com os dedos, do interior da roupa, qualquer coisa que ninguém enxerga, por mais que atente a vista.

Pensam que estou louco, principalmente quando atiro ao ar essas pequeninas coisas.

Tenho a impressão de que é uma andorinha a se desvencilhar das minhas mãos. Suspiro alto e fundo.

Não me conforta a ilusão. Serve somente para aumentar o arrependimento de não ter criado todo um mundo mágico.

Por instantes, imagino como seria maravilhoso arrancar do corpo lenços vermelhos, azuis, brancos, verdes. Encher a noite com fogos de artifício. Erguer o rosto para o céu e deixar que pelos meus lábios saísse o arco-íris. Um arco-íris que cobrisse a Terra de um extremo a outro. E os aplausos dos homens de cabelos brancos, das meigas criancinhas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dieta-promessa-de-ano-novo

Vem chegando o Ano Novo, todo mundo vai começar com as promessas de início de ano - muitas das quais recicladas de anos anteriores - e eu vou entrar na dança também. Inspirada na Lomyne, minha heroína das baixas calorias, vou finalmente botar em prática a minha tão prometida e nunca cumprida dieta. A minha muda inspiradora já começou a dieta dela, mas eu que não sou tão corajosa, vou fazer muitos planos agora e começar de verdade só em janeiro.

Hoje já começo a telefonar e agendar visitas: tem a clínica em Sorocaba onde já fiz tratamento antes, e uma aqui em Itu mesmo. Tenho que ver bem os preços, que sempre são uma facada, e a viagem semanal a Sorocaba entra nas contas. Uma pena, porque lá sei que o negócio funciona, perdi 25kg da outra vez (e só não recuperei 8kg, mas deixa pra lá esses detalhes).

Amanhã cedo começo com a caminhada. Viva. Já durmo mal, acordar mais cedo vai ser uma delícia. É uma coisa que vou ter que fazer de qualquer jeito, e acho melhor começar a caminhar agora, porque depois que a dieta começar dá um desânimo geral. Mas confesso que acho horrível sair de casa, andar até colocar os bofes pra fora, pra chegar de volta ao ponto de partida.

A partir de janeiro, preparem-se para posts muito zen. Zen zaco, zen paziênzia, zen tranquilidade...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Dieta fácil...

Faz tempo que recebi por e-mail esse texto sobre dieta, e hoje vou postá-lo em homenagem à Lomyne, que cortou o açúcar e promete rosnar até o final do dia.

A minha prometida dieta? Ah, agora deixa como promessa de ano novo, vai...



Querido Diário,

Hoje começo a fazer dieta. Preciso perder 8 kg . O médico me aconselhou a fazer um diário, onde devo colocar minha alimentação e falar sobre o meu estado de espírito. Sinto-me de volta à adolescência, mas estou muito empolgada com tudo. Por mais que dieta seja dolorosa, quando conseguir entrar naquele vestidinho preto maravilhoso, vai ser tudo de bom.

Primeiro dia de dieta:
Uma fatia de queijo branco. Um copo de diet shake. Meu humor está maravilhoso. Me sinto mais leve.

Segundo dia de dieta:
Uma saladinha básica. Uma fatia de queijo branco. Algumas torradas e um copo de iogurte. Ainda me sinto maravilhosa. A cabeça dói um pouquinho, mas nada que uma aspirina não resolva.

Terceiro dia de dieta:
Acordei no meio da madrugada com um barulho esquisito. Achei que fosse ladrão. Mas, depois de um tempo percebi que era o meu próprio estômago. Roncando de dar medo. Tomei um litro de chá. Fiquei mijando o resto da noite.
Anotação: Nunca mais tomo chá à noite.

Quarto dia de dieta:
Estou começando a odiar salada. Me sinto uma vaca mascando capim. Estou meio irritada. Mas acho que é o tempo. Minha cabeça parece um tambor. Janaína (aquela estagiaria novinha) comeu uma torta alemã hoje no almoço. Mas eu resisti. Comi só duas fatias de queijo branco.
Anotação: Odeio Janaína

Quinto dia de dieta:
Juro por Deus que se ver mais um pedaço de queijo branco na minha frente, eu vomito! No almoço, a salada parecia rir da minha cara. Gritei com o boy hoje! E com a Janaína. Preciso me acalmar e voltar a me concentrar. Comprei uma revista com a Gisele na capa. Minha meta. Não posso perder o foco.

Sexto dia de dieta:
Estou um caco. Não dormi nada essa noite. E o pouco que consegui, sonhei com um pudim de leite. Acho que mataria hoje por um brigadeiro...

Sétimo dia de dieta:
Fui ao médico. Emagreci 250 gramas . Tá de sacanagem! A semana toda comendo mato. Só faltando mugir e perdi 250 gramas! Ele explicou que isso é normal. Mulher demora mais emagrecer, ainda mais na minha idade. O FDP me chamou de gorda e velha! Anotação: Procurar outro médico.

Oitavo dia de dieta:
Fui acordada hoje por um frango assado. Juro! Ele estava na beirada da cama, dançando dança do ventre.
Anotação: O pessoal do escritório ficou me olhando esquisito hoje, Janaína diz que é porque estou parecendo o Jack do 'Iluminado'.

Nono dia de dieta:
Não fui trabalhar hoje. O frango assado voltou a me acordar, dançando a kara karamba kara karaô dessa vez. Passei o dia no sofá vendo tv. Acho que existe um complô. Todos os canais passavam receita culinária. Ensinaram a fazer torta de morangos, salpicão e sanduíche de rocambole.
Anotação: Comprar outro controle remoto, num acesso de fúria, joguei o meu pela janela.

Décimo dia de dieta:
Eu odeio Gisele Bundchen! Com photoshop até a Dercy Gonçalves fica gostosa.

Décimo-primeiro dia de dieta:
Chutei o cachorro da vizinha. Gritei com o porteiro. O boy não entra mais na minha sala e as secretárias encostam na parede quando eu passo.

Décimo-segundo dia de dieta:
Sopa.
Anotação: Nunca mais jogo pôquer com o frango assado. Ele rouba.

Décimo-terceiro dia de dieta:
A balança não se moveu. Ela não se moveu! Não perdi um mísero grama! Comecei a gargalhar freneticamente. Assustado, o médico sugeriu um psicólogo. Acho que chegou a falar em psiquiatra. Será que é porque eu o ameacei com um bisturi?
Anotação: Não volto mais ao médico, o frango acha que ele é um charlatão.

Décimo-quarto dia de dieta:
O frango me apresentou uns amigos. A picanha é super gente boa, e a torta, embora meio enfezada, é um doce.

Décimo-quinto dia de dieta:
Matei a Gisele Bundchen! Cortei ela em pedacinhos e todas as fotos de modelos magérrimas que tinha em casa.
Anotação: O frango e seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. Mas foi em legítima defesa. Ele me ameaçou com um pedaço de salame.

Décimo sexto dia:
Não estou mais de dieta. Aborrecida com o frango, comi ele junto com o pão. E arrematei com a torta. Ela realmente era um doce...

Frase de Reflexão:
"Certas dietas são simples: basta cortar o açúcar, as frituras, as massas, as bebidas alcoólicas, os pães e os pulsos."

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Azar? Eu? Imagina!

Sabe quando você sente que não é um bom dia, que tudo que puder dar errado vai dar errado, e que Murphy deve estar rindo de você? Pois é, tenho muitos dias assim, e hoje parece ser a edição especial.

De início, acordei com meu computador fazendo um barulho estranho (deixei ligado fazendo download). Fui lá olhar, era o ventilador da fonte que estava travando. Então, dessa vez eu consegui desligar o computador antes do grand finale, porque já aconteceu de eu estar usando o computador quando a fonte soltou uma faísca linda e tudo cheirou a queimado. Essa deve ser minha terceira fonte queimada nesse computador. Mas, ei, coloquem uma na conta daquele raio que queimou tudo aqui no ano passado. E que por acaso, foi em novembro também...

Enfim, fui fazer o café pro povo aqui, tudo normal. Terminado isso, lavei a louça do café, e quando estou esfregando a pia, quase terminando... a cuba de metal simplesmente descolou da pia e caiu dentro do gabinete. Assim, sabe, coisa normal, as cubas vivem se descolando das pias, né, caindo estrondosamente sobre as panelas no gabinete.

Então, vou encerrar este post antes que mais algo aconteça, porque isso tudo se passou antes das 10 da manhã, e espero sobreviver ao dia de hoje. Mas em qualquer caso, se vocês ouvirem falar de um raio, um meteoro, um terremoto, ou qualquer grande catástrofe na região de Itu, já sabem que eu estava lá.

Que Engel o quê, de agora em diante vou assinar "Márcia Murphy".

PS: meu amigo vinha de SC para um show, eu ia encontrar com ele e o show foi cancelado. Estamos especulando se não sou eu que estou há 10 anos impedindo que Rammstein venha ao Brasil.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Papo de fãs

Só para vocês entenderem, ontem (08/11) foi o primeiro show da nova turnê do Rammstein, estou buscando fotos e vídeos pro site, essas coisas todas. E estava olhando o fórum do site português, lendo as críticas de quem estava lá.

E para quem também não sabe, eles marcaram um show no Brasil em 2005 e cancelaram em seguida. Desde então, sempre repetem a promessa de "na próxima turnê remarcaremos os shows cancelados".

* Engel * diz (02:36):
tô ficando injuriada aqui... vejo as fotos e vídeos do show, morrendo pra ir num show desses, e os portugueses reclamando...
|Fedele| diz (02:36):
reclamando?
* Engel * diz (02:37):
fazendo a resenha do show, no estilo "foi bom, mas tinha defeitos"
um deles comentando que é o quinto show do R+ que ele vê ¬¬
|Fedele| diz (02:37):
caralho
uhahuauhauaha
* Engel * diz (02:38):
malditos, que ódio
rs
|Fedele| diz (02:38):
uhauhahuaua
e a gnt aqui
no nosso terceiro mundo
=D
* Engel * diz (02:39):
se eles não vierem aqui nessa turnê, apago do site e redireciono pro fã-clube do nx zero
|Fedele| diz (02:41):
apoio totalmente


Então é isso, a ameaça está feita... rs.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Festa imperdível

Quero abrir um espaço aqui na minha programação de posts de Halloween para um "evento exclusivo para mulheres ousadas" (podem clicar na imagem para ver ampliado, sem muito medo):Pra que perder tempo com elaboradas fantasias de Halloween? Uma maquiagem drag queem from hell e fita isolante resolvem o problema, e ainda garantem entrada VIP e até um drink grátis. Quem fez o flyer ficou tão empolgado com a malandragem dos trocadilhos em "Halla o Himen" (afff) e "Cu Doce ou Travecura" (e a parte da travecura deve ser verdade mesmo), que nem notou que escreveu "chocane" ao invés de "chocante". Ou isso, ou essa gíria é nova.

E aí, quem vem a São Paulo para esse mega-evento? A pista é o darkroom! Só não entendi se o negócio é hetero, gay, traveco, suruba ou todas as anteriores.

Vamos lá, confessem que esse sim foi um post verdadeiramente pavoroso. Tenham medo, as pirigóticas não perdoam nada nem ninguém!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Semana de Halloween

Acho que pelo menos uma vez ao ano, este blog tem que merecer o título dos horrores. Então, aproveitando o meu feriado importado favorito, vamos aos posts de Halloween...

Assustando as criancinhas

É normal assustar as crianças no Halloween, isso é até parte da tradição. Mas algumas canções de ninar e canções infantis são realmente bizarras, e são apresentadas às crianças em qualquer época do ano. Já prestaram atenção na letra de Rock-a-bye-baby? Fala de um berço no alto de uma árvore, balançado pelo vento, mas quando o galho quebrar, vão cair o bebê, o berço e tudo. É um pensamento realmente reconfortante para fazer uma criança dormir. Na versão nacional, temos a Cuca que vem pegar. Acho que qualquer criança iria mesmo dormir feliz com a promessa de que alguma coisa vem buscá-la enquanto ela dorme...

Assustar as criancinhas, porém, não é mérito só das canções de ninar. Lembram do personagem Dom Pixote, que só cantava "Oh, querida Clementina"? Se vocês procurarem a letra original, vão ver que a música é sobre um jovem apaixonado que canta as saudades da amada Clementina, uma garota linda... que morreu afogada. Na versão original, o namorado solitário encontra consolo nos braços da irmã de sua amada morta. Claro que essa parte costuma ser omitida nas versões infantis. Muito meigo, não acham?

Por hoje, esta é a amostra do que vem aí pela semana de Halloween. Sei que foi pouco, mas escrevi consultando só minha memória, não tenho tempo de pesquisar mais agora. Porém, aguardem nosso próximo capítulo, que será sobre as versões originais de alguns contos de fadas. Vocês nem imaginam o que Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e companhia aprontavam na Idade Média.

 
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