terça-feira, 10 de novembro de 2009

Azar? Eu? Imagina!

Sabe quando você sente que não é um bom dia, que tudo que puder dar errado vai dar errado, e que Murphy deve estar rindo de você? Pois é, tenho muitos dias assim, e hoje parece ser a edição especial.

De início, acordei com meu computador fazendo um barulho estranho (deixei ligado fazendo download). Fui lá olhar, era o ventilador da fonte que estava travando. Então, dessa vez eu consegui desligar o computador antes do grand finale, porque já aconteceu de eu estar usando o computador quando a fonte soltou uma faísca linda e tudo cheirou a queimado. Essa deve ser minha terceira fonte queimada nesse computador. Mas, ei, coloquem uma na conta daquele raio que queimou tudo aqui no ano passado. E que por acaso, foi em novembro também...

Enfim, fui fazer o café pro povo aqui, tudo normal. Terminado isso, lavei a louça do café, e quando estou esfregando a pia, quase terminando... a cuba de metal simplesmente descolou da pia e caiu dentro do gabinete. Assim, sabe, coisa normal, as cubas vivem se descolando das pias, né, caindo estrondosamente sobre as panelas no gabinete.

Então, vou encerrar este post antes que mais algo aconteça, porque isso tudo se passou antes das 10 da manhã, e espero sobreviver ao dia de hoje. Mas em qualquer caso, se vocês ouvirem falar de um raio, um meteoro, um terremoto, ou qualquer grande catástrofe na região de Itu, já sabem que eu estava lá.

Que Engel o quê, de agora em diante vou assinar "Márcia Murphy".

PS: meu amigo vinha de SC para um show, eu ia encontrar com ele e o show foi cancelado. Estamos especulando se não sou eu que estou há 10 anos impedindo que Rammstein venha ao Brasil.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Papo de fãs

Só para vocês entenderem, ontem (08/11) foi o primeiro show da nova turnê do Rammstein, estou buscando fotos e vídeos pro site, essas coisas todas. E estava olhando o fórum do site português, lendo as críticas de quem estava lá.

E para quem também não sabe, eles marcaram um show no Brasil em 2005 e cancelaram em seguida. Desde então, sempre repetem a promessa de "na próxima turnê remarcaremos os shows cancelados".

* Engel * diz (02:36):
tô ficando injuriada aqui... vejo as fotos e vídeos do show, morrendo pra ir num show desses, e os portugueses reclamando...
|Fedele| diz (02:36):
reclamando?
* Engel * diz (02:37):
fazendo a resenha do show, no estilo "foi bom, mas tinha defeitos"
um deles comentando que é o quinto show do R+ que ele vê ¬¬
|Fedele| diz (02:37):
caralho
uhahuauhauaha
* Engel * diz (02:38):
malditos, que ódio
rs
|Fedele| diz (02:38):
uhauhahuaua
e a gnt aqui
no nosso terceiro mundo
=D
* Engel * diz (02:39):
se eles não vierem aqui nessa turnê, apago do site e redireciono pro fã-clube do nx zero
|Fedele| diz (02:41):
apoio totalmente


Então é isso, a ameaça está feita... rs.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Festa imperdível

Quero abrir um espaço aqui na minha programação de posts de Halloween para um "evento exclusivo para mulheres ousadas" (podem clicar na imagem para ver ampliado, sem muito medo):Pra que perder tempo com elaboradas fantasias de Halloween? Uma maquiagem drag queem from hell e fita isolante resolvem o problema, e ainda garantem entrada VIP e até um drink grátis. Quem fez o flyer ficou tão empolgado com a malandragem dos trocadilhos em "Halla o Himen" (afff) e "Cu Doce ou Travecura" (e a parte da travecura deve ser verdade mesmo), que nem notou que escreveu "chocane" ao invés de "chocante". Ou isso, ou essa gíria é nova.

E aí, quem vem a São Paulo para esse mega-evento? A pista é o darkroom! Só não entendi se o negócio é hetero, gay, traveco, suruba ou todas as anteriores.

Vamos lá, confessem que esse sim foi um post verdadeiramente pavoroso. Tenham medo, as pirigóticas não perdoam nada nem ninguém!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Semana de Halloween

Acho que pelo menos uma vez ao ano, este blog tem que merecer o título dos horrores. Então, aproveitando o meu feriado importado favorito, vamos aos posts de Halloween...

Assustando as criancinhas

É normal assustar as crianças no Halloween, isso é até parte da tradição. Mas algumas canções de ninar e canções infantis são realmente bizarras, e são apresentadas às crianças em qualquer época do ano. Já prestaram atenção na letra de Rock-a-bye-baby? Fala de um berço no alto de uma árvore, balançado pelo vento, mas quando o galho quebrar, vão cair o bebê, o berço e tudo. É um pensamento realmente reconfortante para fazer uma criança dormir. Na versão nacional, temos a Cuca que vem pegar. Acho que qualquer criança iria mesmo dormir feliz com a promessa de que alguma coisa vem buscá-la enquanto ela dorme...

Assustar as criancinhas, porém, não é mérito só das canções de ninar. Lembram do personagem Dom Pixote, que só cantava "Oh, querida Clementina"? Se vocês procurarem a letra original, vão ver que a música é sobre um jovem apaixonado que canta as saudades da amada Clementina, uma garota linda... que morreu afogada. Na versão original, o namorado solitário encontra consolo nos braços da irmã de sua amada morta. Claro que essa parte costuma ser omitida nas versões infantis. Muito meigo, não acham?

Por hoje, esta é a amostra do que vem aí pela semana de Halloween. Sei que foi pouco, mas escrevi consultando só minha memória, não tenho tempo de pesquisar mais agora. Porém, aguardem nosso próximo capítulo, que será sobre as versões originais de alguns contos de fadas. Vocês nem imaginam o que Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e companhia aprontavam na Idade Média.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Senta que lá vem história...

Eu ia fazer algum suspense, dizer que vou postar contos aqui toda sexta-feira, ou pelo menos criar um clima... Mas não estou com paciência de esperar até sexta chegar, nem posso prometer posts regulares - não mais do que eu já prometi.

Então, aí vai minha primeira historinha depois de um bom tempo sem escrever nada.



Desejo

Hugo pegou o cartão no bolso e conferiu o endereço. O lugar era aquele mesmo. “Um lugar de prazeres sem limites”, prometiam as letras impressas. Parecia com muitos lugares que ele tinha visto antes, que provavelmente teria um nome exótico envolvendo “night club” ou “drinks”.

Ao entrar, Hugo achou o ambiente um pouco diferente do que ele esperava. Ao invés de um bar, algumas strippers e garotas de programa, ele foi conduzido através de um corredor até uma sala mal iluminada. A mobília ali resumia-se a uma mesa de aparência bem pesada encostada numa parede, e uma poltrona grande voltada para uma espécie de janela escura. Assim que Hugo sentou-se, as luzes diminuíram mais ainda, e a janela clareou.

A janela dava vista para outra sala, que agora estava iluminada. Hugo viu uma mulher de pele bronzeada e longos cabelos dourados, completamente nua, amordaçada, com os pulsos amarrados em uma barra vertical. Por um momento, Hugo pensou nas gravuras de bruxas amarradas a um poste, esperando para serem queimadas.

A mulher agitou-se olhando para um lado. Seguindo seu olhar, Hugo viu entrar na sala um homem grandalhão, usando máscara de couro - ou vinil talvez, Hugo quase não saberia a diferença - e calças do mesmo material, o torso nu revelando um grande dragão negro tatuado nas costas.

O mascarado aproximou-se da mulher e mostrou para ela a lâmina da faca que ele segurava. A mulher agitou-se, e ele começou a fazer pequenos cortes na pele dela, a maioria tão leves que pareciam apenas finos riscos vermelhos. “É tudo uma encenação”, pensou Hugo, e o argumento pareceu-lhe bom o bastante. A verdade é que o espetáculo o atraía muito.

O homem encostou a lâmina no pescoço da mulher para fazê-la ficar quieta, e começou a chupar e morder seus seios com violência, deixando marcas visíveis, cortando-lhe a pele em alguns lugares.

Hugo sobressaltou-se quando percebeu uma jovem de uns vinte anos ali com ele; estivera tão absorto observando a outra sala que não vira a garota entrar. Era loira também, tinha os cabelos presos num rabo-de-cavalo e usava apenas calcinhas. Antes que Hugo dissesse qualquer coisa, ela apontou-lhe a janela novamente, e enquanto ele olhava a ação na outra sala, a garota abriu a calça dele e começou a chupar-lhe vigorosamente.

Na outra sala, o homem mascarado baixou as calças, exibindo sua ereção para a mulher amarrada. Então tirou as calças, aproximou-se da mulher, e começou a penetrá-la violentamente. Hugo estava extasiado, e algo assustado, pois nunca na vida sentira nada tão poderoso tomar conta de si.

De repente, o homem mascarado parou o que fazia, ergueu a faca e cravou-a no ventre da mulher, que gritou sob a mordaça. Hugo esforçou-se para se conter, quase gozou naquele momento. Ao invés disso, segurou o rabo-de-cavalo da jovem e puxou-o com força. Como se aquilo fosse um sinal, a garota levantou-se, tirou a calcinha e sentou-se sobre a mesa, as penas bem afastadas, o corpo inclinado para trás. Um convite, sem dúvida.

Contudo, Hugo não tirava os olhos da janela. O mascarado estava lá, segurando a lâmina dentro da barriga da mulher. E como se sentisse que tinha a atenção total de seu espectador, o mascarado tirou a faca e jogou-a a um canto; segurou o próprio pênis e começou a enfiá-lo no corte que a faca deixara na barriga da mulher.

Quase sem pensar em mais nada, Hugo levantou-se, foi até a garota na mesa e penetrou-a com força. Ele não tirava os olhos da janela, seu corpo movia-se quase automaticamente, selvagem, enquanto ele olhava o homem mascarado fazendo a mesma coisa, possuindo o corpo daquela mulher pela ferida aberta à faca.

Hugo estava quase gozando quando o homem na outra sala tirou a máscara e virou-se de frente para ele. Atônito, Hugo viu-se na outra sala, nu, ensangüentado, com um sorriso selvagem no rosto.

- Vá e faça o que seu desejo manda! - bradou a figura através da janela. – Não fique apenas olhando, aja!

Hugo acordou sobressaltado, agarrado aos lençóis de sua cama. Ao seu lado, Ana continuava deitada placidamente. O lençol puxado até quase o pescoço dela deixava ver os ombros nus, a pele bronzeada, seus cabelos dourados soltos sobre o travesseiro. Hugo puxou lentamente o lençol, descobrindo-lhe o corpo nu, os seios fartos, o corte em sua barriga. Ana já começara a enrijecer, mas Hugo ainda a queria.

- Vamos ficar juntos só mais alguns dias, meu bem. Depois, vou precisar de carne fresca - disse Hugo ao ouvido da mulher morta.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Abandonar navio?

Alguém mais já teve a impressão de que quando as coisas ficam realmente ruins, todo mundo desaparece? Basta a água começar a subir, e de repente todo mundo já abandonou o barco. Acho que em toda minha vida, nunca estive tão absolutamente sozinha. De repente tristeza virou lepra e eu não fiquei sabendo? E eu nem fico falando em coisas deprimentes, até porque não quero mesmo cair nessa rotina, mas fica fácil não falar quando não tem viva alma com quem falar. De uma hora pra outra, TODO MUNDO ficou absurdamente ocupado, sem tempo nem pra dormir pelo jeito.

Se por um lado é uma merda ser colocada pra escanteio, por outro há uma disponibilidade extra de tempo. Mandei um conto pra um concurso (só posso postar o conto aqui depois que sairem os resultados), estou me dedicando mais ao site que acabou ficando integralmente na minha mão, brinco diariamente com o twitter, leio bastante... Enfim, todas as coisas que posso fazer sozinha, porque parece que isso vai durar um bom tempo ainda.

Essa situação me chateia, não vou mentir. Mas é apenas um aborrecimento, não uma crise nem nada que sequer chegue perto. Eu entendo que não sou a pessoa mais sociável do mundo, só pensei que sabia escolher melhor quem eu considerava como amigo. Eu vou endurecer mais, e sobreviver, como sempre foi. A vida não é como eu imaginei que seria, mas sempre existem possibilidades a explorar.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Colocando o assunto em dia...

Primeiro, quero agradecer todo mundo que me deu e continua dando uma força nesses tempos incertos. Aos que comentaram, aos que foram falar comigo por e-mail, orkut, msn, sinal de fumaça, enfim, cada palavrinha fez diferença. E não se preocupem, eu sei que nessas horas não tem muito o que a gente possa falar, mas o simples fato de alguém demonstrar que se importa é o suficiente.

Eu não sei bem o que escrever aqui, porque não quero que isso vire um diário de lamentações. Tem sido sim muito difícil, os dias passam e parece que a minha cabeça não assimila as coisas. Na primeira semana, acordei duas vezes com a impressão de ouvir minha mãe me chamando. Agora, passado quase um mês, ainda acordo sobressaltada de vez em quando, como se ela estivesse precisando de mim (isso acontecia muito quando ela estava em casa, porque precisava de ajuda para se levantar e andar, e sempre eu acordava no susto pensando "será que ela me chamou e eu não ouvi?").

Por outro lado, sei que é uma questão de tempo, de ir assimilando tudo, e aprendendo a conviver com o que não se pode mudar. Continuo acreditando firmemente que minha mãe continua sua existência em outro lugar, com toa a paz e alegria que ela merece. A saudade ainda ferra com tudo e eu sempre acabo chorando quando penso na falta que sempre vou sentir dela, mas isso não vai me fazer deixar de lembrar, deixar de pensar ou de falar sobre ela. Porque não quero esquecer minha mãe, não vou esquecer da grande amiga que ela sempre foi, do seu amor e carinho, do anjo que ela foi na minha vida. E continua sendo.

As pessoas sempre me perguntam como estou, como estão as coisas aqui em casa. Eu realmente não sei, sempre digo "está tudo indo, tudo bem dentro do possível". Há bons momentos, há momentos ruins, e na maior parte, há os momentos absolutamente neutros. Acho que como me sinto pode ser resumido em "cansada". Eu durmo umas 6 ou 8 horas por dia, mas é uma porcaria de sono leve e agitado, não consecutivo. Se eu conseguir dividir meu sono em só duas prestações, já é uma conquista. Uns sonhos bestas e sem sentido na maioria das vezes. E uns pesadelos ocasionais. Mas não daqueles legais, que eu curtia porque rendiam até uns contos bons. Esses são mais perturbadores e inúteis para a minha produção literária.

Mas o meu mundo não está desabando, e eu sou muito velha para ser emo e ficar me arrastando pelos cantos escuros. Estou escrevendo de novo, já tenho mais uns dois capítulos do conto A Dama Cinza, que comecei aqui, e mais uns dois ou três textos em produção para concursos em blogs e listas de discussão (a Lomyne vai ficar feliz comigo depois dessa), uns projetos que quero desenvolver neste blog, umas novidades que preciso colocar com urgência no meu negligenciado site de fã (sabe, aquele site), planos pra um trabalho freela enquanto não arranjo nada fixo. Bom, notaram que planos não faltam, né?

E antes que eu me esqueça, eu não sei bem o que faço lá, mas eu estou no Twitter: /marcia_engel - Sigam-me os maus!

 
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